Por Geani M. Cavallaro
A sociedade passou e ainda passa por profundas transformações, seja em sua forma de se relacionar, de consumir, de morar, de viver e também de aprender e ensinar. Não há como negar, as mudanças oriundas dos avanços tecnológicos tiveram como um dos reflexos a socialização da informação, bem como, uma elevação no volume destas.
A sociedade passou e ainda passa por profundas transformações, seja em sua forma de se relacionar, de consumir, de morar, de viver e também de aprender e ensinar. Não há como negar, as mudanças oriundas dos avanços tecnológicos tiveram como um dos reflexos a socialização da informação, bem como, uma elevação no volume destas.
A globalização, acentuada pela conectividade e interatividade e a rapidez com que as mudanças acontecem exigem que o processo de aprendizado seja constante, dinâmico e adequado a realidade de cada individuo.
A educação não pode mais ficar apenas trancada em uma sala de aula, sob a responsabilidade exclusiva do professor, como único agente transformador para o aprendizado o aluno é co-responsável no processo ensino-aprendizagem, pela busca do saber. Ao educador cabe encontrar novas formas de se comunicar e estreitar o relacionamento professor-aluno.
É diante deste cenário de rápidas transformações, acumulo de informações e exigência continua de atualização, que a Educação à Distância (EaD) ganha a cada dia mais espaço e força no ambiente educacional. Segundo Maia e Mattar (2007), a EaD é uma modalidade de educação em que professores e alunos estão separados, planejada por instituições e que utiliza diversas tecnologias de comunicação.
A distância que existe é apenas uma separação física, uma vez que se espera que o a instituição de ensino e o instrutor devem desenvolver formas de se estabelecer um diálogo e o estreitamento entre o professor e o aluno, segundo Moore apud Mattar (2011):
O sucesso do ensino a distância depende da criação, por parte da instituição e do instrutor, de oportunidades adequadas para o diálogo entre professor e aluno, bem como de materiais didáticos adequadamente estruturados. Com freqüência isto implicará tomar medidas para reduzir a distância transacional através do aumento do diálogo com o uso de teleconferência e do desenvolvimento de material impresso de apoio bem estruturado.
O grande desafio do educador está em encontrar maneiras adequadas de diminuir a distância transacional entre professores e alunos. Em visitas a sites e blogs que abordam o tema Educação à Distância, é possível observar que o diálogo estabelecido gira em torno do desafio do desenvolvimento e aplicação adequada das TIC´s no ensino e no estreitamento das relações com os alunos por meio de ferramentas de comunicação.
São inúmeras as ferramentas que se abrem, dos já conhecidos e desafiadores fóruns ao Ambientes Pessoais de Aprendizagem ou Personal Learning Environments (PLEs) aos Mundos virtuais 3D como o Second Life, no entanto, ainda se busca no papel de educador a melhor aplicabilidade e adequação a cada realidade.
A capacitação do docente para a educação por meio do ambiente virtual é fundamental para se estabelecer um ensino de qualidade com a adequação de ferramentas e conteúdo a realidade de cada grupo, curso ou disciplina.
Não se pode transformar a educação à distância em um meio de produção de massa, em um modelo fordista de ensino. As inúmeras possibilidades trazidas pelas inovações tecnológicas devem e precisam ser usadas como um fator de aprimoramento e atualização do ensino, como um socializador da educação, mas não pode ser encarada como o fim por si só.
A figura do professor ainda é continuará necessária, afinal, o homem é um ser social e precisa se relacionar. Para John Donne , poeta inglês do século XVII , “ nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; todo homem é um pedaço do continente, uma parte da terra firme”.
Por mais que as tecnologias nos tragam acessibilidade, agilidade e independência, ainda assim, a educação é um processo de troca e contribuição constante. É fundamental manter valorizadas as relações humanas.
Dessa forma, cabe ao educador buscar soluções que o conectem com a realidade de mudança e inovação atual, contudo, mantendo o equilíbrio entre a inovação e a realidade de seu alunado, sem esquecer que o ponto crucial para a educação, é o respeito e o diálogo estabelecido com seu aluno. Seja através das TICs ou ainda no ambiente físico de sala de aula.
Referências Bibliográficas:
BELLONI, M. L. Educação a distância. Campinas: Autores Associados, 1999.
MATTAR, João. História Da Educação a Distância. Departamento de Extensão e Pós-Graduação. Anhanguera Educacional, 2011.
MATTAR, J.; VALENTE, C. Second Life e web 2.0 na educação: o potencial revolucionário das novas tecnologias. São Paulo: Novatec, 2007.
Site Brasil Escola. Educação. As Tic´s no contexto da ead: limites e possibilidades. Disponível em : http://www.brasilescola.com/educacao/as-tics-no-contexto-ead-limites-possibilidades.htm . Acesso em 20 de Agosto de 2011.